terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mostra-me, peço-te.


Ah, a imagem não é exata, eu sei...mas não encontro nada mais semelhante a esses teus bonecos de madeira que tens simetricamente alinhados numa fila de quem parece que vai partir para a farra. Gosto deles, fazem-me lembrar aqueles cabeçudos das folias mas em ponto pequeno, se bem que as pernas até que são altas e fininhas... Gosto das cores, gosto muito, só não entendo é se são sacolas o que alguns trazem ao peito.
Mas olha, nada disto importa, foi só um reparo esguio...
O que importa é agradecer.
 Obrigada pelas conversas em alma e de alma, nessa dimensão onde poucos se sabem encontrar, sentar e falar. 
Obrigada por esse abraço feito em fanicos de perdão e muito amor até.
Quero-te dizer que o lugar dos sonhos será sempre moradia de esperas, desabafos, o descompartilhar e descompartimentar de corações. E que ali são rendidos os medos e os cansaços, os risos até.
Sinto a tua falta, sinto sempre.
E perdoa se tudo isto é ilusão.
Mas em humildade de coração, feita também em tábuas de madeira como essa casa árvore - onde todos brincam - faz-me pelo menos uma vez a vontade e mostra-me que não me sentei só, que estavas lá comigo e que tudo isto é verdade.
Mostra-me, peço-te.

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