quarta-feira, 26 de julho de 2017

Até logo!

Partiste. Foste embora daqui. E eu senti todo o teu cansaço e toda a tua dor. Não me despedi de ti em calor. Chorei a minha cegueira e a teimosia em não ver. Perdi. Perdi te. O nosso beijo já foi gelado. A minha mão no teu peito vezes sem conta, não fosse o teu coração novamente bater. Fui egoísta. Doeu. Muitíssimo. Desculpa mais uma vez não ter percebido que o teu sono já era profundo. Amo te para sempre pai. As tuas netas também. Até logo. É tudo tão rápido! Por isso até logo. Obrigada pela dádiva da vida. Só há uma coisa que vence a morte. É o amor pai. O amor que não se vê...mas está sempre lá. Até já pai!

sábado, 10 de junho de 2017

Tempo

O tempo parou à tanto tempo que já não há tempo para repensar. Já não havia nessa altura em que tudo acontecia a mil à hora, quanto mais agora.
O congelar do tempo - mas não o da vida faz com que tudo escorra literalmente pelos dedos e o coração mal chega.
Não se guardam rancores do passado. O que já lá vai - lá vai! E era o que tinha de ser e como tinha de ser.
Guardei anos de silêncio e cuidados redobrados dos sentimentos vastos e profundos. Ladiei de todos os lados, estilo muralha impenetrável.
Mas a vida foi acontecendo. Mas eu tive de aprender a viver e a estar viva.
Deixei a vida entrar e multiplicar se em amor por amor e em amor. Agora são mais vidas a aprender e a juntar a esta.
E assim grata por conseguir perceber que tenho tudo ainda por aprender.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Olhar

"Entrei em meu íntimo, sob tua guia e o consegui, porque tu te fizeste meu auxílio. Entrei e com certo olhar da alma, acima do olhar comum da alma, acima de minha mente, vi a luz imutável."

Santo Agostinho.